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Em 02.06.2015 - Por Gabi Kopko

Sobre um dia de raiva do menino

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“Você já viu alguma criança que tem em casa abertura para expressar seus sentimentos, principalmente sua raiva?”"

Óbvio que não, respondi. Se o menino começa a chorar vem um “não precisa, um já chega, um para”. Se tem que fazer algo que não quer é um “melhora essa cara” que vem. Se começa a brigar com os colegas na escola, não que eu aprove, a professora já chama a mãe pra conversar. Não pode soltar um MELECA! que seja, quanto mais dizer um palavrão.

Onde?

Na minha época era ainda um pouco pior. Apesar que alguns vão dizer que era melhor, que as crianças eram mais educadas. Não é esse o ponto. Criança não dava opinião, não falava nada e eu…uma vida inteira sendo em momentos desaforada. Era a cria do gênio forte, “maleducada”, cheia de vontade.

Mas aqui na casa 25 acontece tudo que acontece no resto das casas com crianças, pelo menos na maioria das vezes. Menino se diverte, menino fica de castigo, menino bagunça tudo, menino… Como em outras casas e apartamentos por aí, menino não tem espaço pra raivazinha não. Tem muito melhora essa cara por aqui.

Até outro dia, um sábado desses, um dia de reflexão que flimmmmmm flommmmmm (música de mágica no ar)

Minha mãe ligou cedo pra já deixar certo que os guris iam pra casa dela ficar até domingo. Combinado, tudo certo, normal…Os meninos amam dormir na casa das avós. Não precisa ser sábado, segunda, quarta…qualquer dia. Se deixasse, iriam quase todos. Quem não ama casa de vó?

O amor durou até o grito dos gêmeos que moram ao lado.

Perceba uma coisa: crianças são tão instintivas, verdadeira, sincera. Entre brincar e comer? Brincar. Entre assistir  tv e fazer o dever de casa? Assistir tv! Entre ir pra casa da vó ou ir para uma festinha de criança cheia de coisas legais e doces com os gêmeos?! Sorry, ir ficar com o gêmeos! Não que não ame a vó, não que casa de vó não seja o melhor lugar do mundo…tsc tsc. Não, mas é diversão! É correria!

- Não, filhote.Já falamos com a vovó. Cê vai pra lá com seu irmão, hoje o papai e a mamãe vão sair, a vó quer ficar com vocês desde a semana passada e não deu.

Choro, choro, choro e raiva. Sim, ele sente raiva. Ele prefere ficar com os amigos! Essa é a vontade dele e poxa! que problema há nisso?! Nenhum. Ou seja, tudo continua marcado! Vai pra casa da vó.

Ele continua chorando, inconformado com a decisão e eu fico naquela: se deixar dessa vez, vai chorar sempre. Coitado! Não digo que tem vontade? Que tenho que respeitar e tudo!?

Pego um papel enquanto me viro com o almoço, lápis de escrever de cor e sugiro num reflexo maluco de compaixão e dureza.

- Vem cá! Vem fazer um desenho legal. Você vai fazer um desenho com tudo que está sentindo…Quero que você tente desenhar como está agora. Tá triste?! Tá feliz?! Como você está se sentindo.

Um bicudo vem a mesa e com a cara mais feliz do mundo #sqn  e começa a desenhar. Finjo que não vejo, que estou ocupada pra ele se sentir livre, mas no canto do olho reparo os traços e tenho muitas dúvidas se o plano vai dar certo. Com vocês o resultado:

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Agora vem a parte difícil. Fez o desenho, até o sol tá triste. QUE QUE EU FUI INVENTAR, MEU DEUS?! Que mãe sem coração é essa?!!?!??!?!?!??!?!?!?!??!Tem camisa da tristeza, porta da tristeza, cara flutuante da tristeza! Guenta coração!

- Agora a gente vai desenhar outra coisa atrás!

Tive uma ideia. Todo final de semana, em um dia, a gente deixa eles dormirem no nosso quarto. Trazem os colchões e não dormem na minha cama, né?! Num dou conta, gente! Os meninos tão crescente.  E eu que não durmo com eles se forem pra lá. (Desculpa, sociedade! Eu penso em mim.) haha. Enfim, trazem os colchões e esse é um dia que eles curtem muito. Sempre perguntam quantos dias faltam e tals pra chegar o dia de dormir no quarto da mamãe e do papai e eu inventei isso pra pararem de ir pra minha cama nos outros dias.

- Lembra que aconteceu hoje, filho?! Quando você acordou, você tava muito feliz. Vou até te ajudar a desenhar um sol. Tenta lembrar… A gente vai fazer juntos.

Milagrosamente temos 30% do bicudo só. Pergunto que música ele quer ouvir, um rock  pra ajudar e ele escolheu The Pretender do Foo Fighters. (Sim, bom gosto musical)

E aí… chegamos aqui.

  outra

Ele ficou tranquilo quando terminou o desenho, foi correr lá fora.

E eu fico pensando: que sentindo tem um lembrete sem atitudes?!

O que nós estamos fazendo pra tentar ajudar nossos filhos a compreender seus sentimentos?! Há algo diferente, melhor, há tentativas disso?!

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O Levi não achou certo eu não tirar foto do desenho dele e tirou sozinho. TSC TSC…Tenho que ser justa! Está aqui.


Em 29.05.2015 - Por Ana Medeiros

Me ajuda a decolar?

Aí a pessoa chega na tua casa as 19:00h com câmera e uma bolsa de maquiagem e diz: “Lembra daquele curso que conversamos e você disse que tinha vontade de fazer? Vamos lá, ainda temos chances de ganhar uma bolsa se enviarmos um vídeo até a meia noite, pode começar a falar.”
Pronto, aqui estou eu, pedindo que vcs vejam esse vídeo e CURTAM LÁ NO YOUTUBE, é rapidinhoooo. Certeza que vai me fazer bem um curso tão bacana como o Espaçonave, vocês não acham?

Obrigada Amandha e Andrade, vocês são incríveis, uns lindos e moram no meu coração. (Só acho que essa minha cara aí está hilária, haha). 

PS: Lendo todos os comentários do post anterior, vou responder todos. Obrigada, amuris <3


Em 27.05.2015 - Por Ana Medeiros

Uma pausa. Um recomeço.

Já perdi as horas, já perdi chaves, carteira eu já desistir de ter. Eu já perdi pessoas algumas vezes, perdi lugares, sempre estou procurando o outro par do brinco, comprei dois batons caros recentemente e não sei onde eles foram parar, sou de perder o sono no meio da madrugada.

Na verdade estou fazendo um “embromation” porque não sei como começar esse post, mas ele se faz muito necessário e não quero mais fugir disso. O #ACQMVQ sempre foi antes de um blog de decoração, o MEU blog, sobre a minha casa, sobre a minha pessoa e a minha família. Como não vir aqui falar o que estou sentindo? Como não explicar os novos rumos da minha vida, que de certo modo, irão refletir aqui também?

Eu nunca pensei que iria escrever esse post. Escrevo com lágrima nos olhos, tentando enxergar o monitor. Tá, parei, estou respirando.

Nunca gostei de expor o lado difícil, os perrengues, o que não era tão bom assim no dia a dia, até porque, achava que era tão felizarda e abençoada, que sempre me perguntei “Por que falar sobre coisas não agradáveis em um lugar que não deixa de ser a minha diversão e o meu entretenimento (Além do meu trabalho)? Também nunca acreditei que todos esses pormenores um dia fossem resultar em algo muito maior “Poxa, todo mundo passa por isso, faz parte”. Desculpem, sei que o post está confuso, mas acreditem que nem eu ainda consigo me organizar internamente, digamos que fui pega de surpresa, mas por favor, não existem vilões e mocinhos. Faz parte.

Estou partindo pra uma nova casa, para novos dias, para uma outra perspectiva. Escolhi assim, preciso de marcos, de rupturas, de simbolismos, de rituais, cada doido com sua mania. Como disse o Gregório dia desses em um momento também de perda “A vida é uma longa despedida de tudo aquilo que a gente ama”. Todos os amores terminam —alguns amigavelmente, chorando no banheiro, outros com humilhação pública e sangue na testa, outros com a morte. “Para isso temos braços longos, para os adeuses.”

Tem uma hora —e dizem que essa hora sempre chega— que para de doer. A parte chata é que, até parar de doer, parece que não vai parar de doer nunca.”.

São dias difíceis, mas amigáveis. Afinal de contas temos dois meninos lindos e incríveis, temos uma empresa maravilhosa que só nos traz alegrias e prosperidades. Temos uma parceria infinita. No momento é isso.

É como postei lá no instagram uma frase que uma amiga me enviou: Vida – Essa coisa que te joga do macarrão à bolonhesa pro miojo de galinha caipira em questão de segundos” Hahaha.

Volto com mais frequência assim que as coisas se ajeitarem, rezem por mim. Não vai demorar.


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