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Em 29.01.2015

Trabalhar em casa com filhos: A minha experiência (Parte 1)

Depois daquele nosso vídeo pro Conacade recebi um monte de emails, principalmente de outras mães, querendo saber como eu consigo conciliar trabalho e filhos tudo ao mesmo tempo. Antes preciso dizer uma coisinha: Como eu adoraria sentar e ficar respondendo individualmente cada uma de vocês, batendo papo e trocando experiências, amores, como eu gostaria…É sério! Mas sei que vocês também são bastante compreensivas e entendem que toda a dinâmica é puxada.

Como sei que é um assunto que muitas vezes desperta a curiosidade de um mooonte de mães que fazem ou pretendem fazer o mesmo, trabalhar em casa e por conta própria, e também é um tema interessante para as nossas novas pautas maternas e empreendedoras, resolvi tentar contar mais uma vez a minha experiência, só que agora EM DETALHES.

Porém preciso dividir os últimos 5 anos da minha vida em três partes:

 

-No início de tudo: Quando eu trabalhava SOZINHA, tinha um bebê calmo porém que não dormia nunca, marido trabalhando fora e diarista 2x na semana.

-Na fase de transição: Quando eu trabalhava sozinha e depois de um ano o Leo começou a trabalhar comigo, tínhamos um menino tranquilão e na escola + diarista 2x na semana + cozinheira diariamente.

-Na fase atual: Eu e o Leo trabalhando juntos + 2 funcionários + meu pai que quebra um super galho + um menino de 5 anos gente boa + um bebê de 10 meses super ativo + Babá que é um anjo + diarista 2x na semana.

Pronto! Assim podemos começar a contar toda essa experiência de forma justa.

Como é uma verdadeira novela mexicana, vou dividir esse assunto também em 3 posts diferentes pra que não fique gigante, combinado? Vamos começar pelo começo…

Fase 1 – O início de tudo

O Vinícius tinha acabado de nascer e esse blog estava ainda no início. Como antes eu tinha um outro blog, já era meio que “conhecida” na internê e daí não demorou muito pra ele começar tendo uns acessos legais e a coisa fluir. Não ganhava nada com adsense e as parcerias eram escassas, mas conseguia pagar a internet e a conta de energia com o que vinha dele e já estava de bom tamanho.

O Vini sempre foi um príncipe, muito calminho e mal se ouvia um choro dentro de casa, mas ele não dormia. E quando digo não dormia, é que ele não dormia MESMO. Ele estava “acordado” 24h por dia e seus cochilos eram de 2 horas, no máximo, ou seja, eu era um zumbi que vivia cuidando de um bebê insone e ficava alternando com a tela do computador e os cuidados com casa e comida. Eu comia super mal, já que ficava o dia todo em casa sozinha, o Vini só mamava e as minhas forças eram poucas. Será?

A verdade é que sempre fui muito inquieta e também sou capricorniana, a auto-cobrança é enorme. Eu precisava ganhar dinheiro de alguma forma e arrumar disposição sei lá de onde. Acho que com o tempo, me acostumei a não dormir. Nessa época eu fiquei tão magra que parecia um palitinho, só tinha peito, hahaha.

Voltando…

Daí criei uma loja virtual, o Estúdio Cereja, que foi uma das primeiras lojas online de pôsteres fofis. Então eu tinha o blog+Estúdio Cereja e um filho novinho que não dormia. Os primeiros meses desse combo foram bem complicados e logo vi que não daria pra fazer uma faxina de respeito no ap que morávamos. Vânia começou a trabalhar lá em casa duas vezes na semana e pelo menos com o pesado não precisava mais me preocupar. O Estúdio Cereja começou a vender bem e agora eu era um zumbi que tinha uma folga da casa, cuidava de um bebê, escrevia um blog de decoração, respondia emails, fazia embalagens, ia aos Correios e estava feliz da vida. Sim, eu sempre fui muito feliz com o meu trabalho, isso é um fato.

Depois de um tempo começou a surgir o perrengue mais perrengue de todos: Como resolvia todas essas questões da lojinha, não estava sendo mais tão viável ficar com um bebê 24 horas a tiracolo. Eram duas bolsas cheias de entregas, uma em cada ombro, e eu andando ali no centro da Freguesia (RJ) empurrando um carrinho (E quando ele chorava querendo colo? Sim, ele começou a reclamar dessa dureza). Chegava na agência dos Correios e as pessoas me olhavam com piedade ou com raiva, corriam para abrir a porta e falavam “Pobre criança, acho que ele tá com sede, fome, cansado” – ou qualquer outra coisa que me fazia sentir um lixo. Nessa época resolvi que o Vini iria pra creche, e com 1 anos e 5 meses deixei aos prantos o meu pequeno aos cuidados de pessoas que eu precisava confiar. Ele ficava lá das 09h às 16h, um tempo razoável pra nossa separação.

Com o tempo mais vago, comecei a me organizar com os horários (Enquanto isso a cuidadora da creche ligava pro meu celular: Seu filho não dorme? Todas as crianças estão cochilando enquanto ele nem pisca os olhos, é isso mesmo? É fia, pensa que é fácil?). Aproveitava esse período da manhã para lavar pratos, arrumar as camas, varrer a casa, colocar roupa na máquina e passear com a cachorra. Fazia um almoço rápido ou um sanduíche mesmo. O período da tarde era pra cuidar das vendas, emails, embalagens e entregas da loja. Pegava o Vini na creche (Vale ressaltar que toda essa dinâmica era andando ou de ônibus) e fazia o jantar com ele no colo ou brincando no chão da cozinha. O Leo chegava do trabalho e me ajudava com tudo, sempre foi bastante participativo, não posso reclamar.

Os dois dormiam e por volta das 23:00h eu sentava em frente ao computador e fazia os posts do blog. O pioio acordava e eu dava de mamar, sorria, cochilava, chorava e cochilava de novo. Vini acordava mais uma vez, eu chorava mais uma vez, nós dois estávamos acordados as 4:00 da manhã. Enquanto isso eu pensava somente “É passageiro, iremos sobreviver”. Vini mamava e não aceitava a companhia do pai na madrugada, só me queria, só queria o peito, só queria o meu colo.

Sim, era cansativo, tenho olheiras crônicas. Não me arrependo.

como trabalhar home office com os filhos

Só explicando pra quem pegou o bonde andando: Nessa época morávamos no RJ e toda a minha família carioca morava distante ou trabalhava e tal. Não tinha como contar com a minha sogra, nem com a minha prima/cunhada, nem com ninguém, todos estavam ocupados vivendo as suas vidas. Era eu, o Leo e o Vinico, ponto final.

Nos finais de semana tentava relaxar, saíamos sempre pra almoçar ou jantar fora, levávamos o Vini pra fazer um passeio, íamos na casa de amigos que também tinham crianças da mesma idade, visitávamos os parentes.

Foi uma época de bastante aprendizado e sobretudo de coragem. Sim, eu poderia só cuidar do meu filho e priu, meu marido tinha um emprego fixo e estável e não precisávamos de muito mais do que ele já ganhava. Mas como já dito, gosto demais do que faço e sou movida por essa paixão, não conseguiria ficar parada, ainda que tivesse essa possibilidade.

Quais os meus conselhos pra quem vai começar ou já trabalha em casa e vive algo parecido?

-Acredite que as coisas podem e darão certo, trabalhe, não desista.

-Procure se informar sobre o seu negócio, o Sebrae pode te ajudar demais (E gratuitamente).

-Tente dividir seu dia em blocos. Eu cuidava da casa de manhã, do meu negócio a tarde, ficava com a minha família a noite e postava no blog de madrugada (oi?).

-Descanse sempre que possível, valorize o seu cansaço e cuide da saúde. Eu não me poupei muito essa época e de certo modo até valeu o esforço, mas preciso dizer também que meu casamento por um tempo ficou péssimo, me irritava com facilidade com o bebê e tinha crises de choro dia sim, dia não. Era estresse, era exaustão, era cansaço.

-Aceite qualquer e todo tipo de ajuda com as tarefas domésticas, com os filhos, com o seu trabalho. Você só é uma.

-Tá afim de criar um blog? Não espere retorno financeiro de imediato, muito menos comece falando de um tema que não seja muito louca por ele. Aliás, jamais comece um blog pensando em dinheiro.

O A casa que a minha vó queria foi o meu único projeto que deu certo profissionalmente, mesmo tendo começado de forma totalmente despretensiosa. Já entrei em duas faculdades, já me matriculei em vários outros cursos, já fui empregada algumas vezes e nada foi pra frente ou durou. O blog abriu as portas para a loja nessa época e hoje abre as portas para muitos outros projetos que vocês já conhecem e acompanham, vou falando deles nos próximos posts.

É isso. Depois volto pra contar mais um capítulo dessa saga, que foi quando nos mudamos pra PE, o Estúdio Cereja deixou de existir, o blog começou a trazer um retorno financeiro bacana e a ideia da Casa de Criação (Que meio também aconteceu por acaso).

Alguém aqui vivendo algo parecido ou querendo encarar um trabalho home office? Querendo empreender ou já na batalha? Vamos batendo papo nos comentários.

 


Em 29.01.2015

Móvel de quinta: Estante colmeia de pinus

Ainda na vibe do post anterior, sobre madeira, passo a passo e o quarto das crianças, a próxima ideia a se materializar pelas bandas de cá será essa estante de pequenos nichos para organizar os objetos e brinquedos dos pioios.

Né linda?

Ah, e super prática de fazer também. No maravilhoso blog The Merrythought, eles ensinam com fotos bem explicadas como fazer cada colmeia, depois é só juntá-las de acordo com a necessidade e tamanho desejado =)

Sabe o que é legal? A ideia não limita-se somente ao uso infantil, você pode colocar na cozinha para guardar temperos, no seu banheiro para armazenar maquiagens, produtos de beleza e toalhas, no escritório para guardar papeis e outros materiais de escritório.

Curti demais!

movel de quinta1 movel de quinta2 movel de quinta3


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