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Em 14.05.2017 - Por Ana Medeiros

A mãe e a Ana

Praticamente todos os dias paro em frente a esse espelho muito maior que eu e reflito sobre a minha maternidade. Esse momento vem geralmente antes de dormir, após o banho, nua. Estão ali todas as minhas cicatrizes, todas as mudanças no meu corpo trazidas por eles, uma nova eu. Algumas vezes desabo, noutras me acolho num abraço, tem dias que volto no quarto deles e beijo a cabecinha de cada um, tem dias que eu apenas fecho os olhos e tenho a certeza que tá sendo massa, e que esse amor tão grande que sinto, vai me levar para qualquer caminho que eu precise seguir para fazê-los felizes e torna-los caras legais.

Ontem me aproximei bem do meu reflexo e só consegui pensar em quantas mães já fui e sou nesses 7 anos. Eu não posso falar de todas as mães, é uma experiência tão particular de cada mulher, mas eu posso mais uma vez me despir e jogar a toalha.

sapateira itu - Copia

A imagem que procuro diariamente é a minha como mulher, porque é isso que eu sou antes de virar a mãe de Vinícius e Bernardo. Quando me enxergo sendo somente eu e todas as experiências que vivi, dentro da minha condição de apenas ser mulher nessa sociedade machista e opressora (ainda mais quando se é mãe solo), consigo me abraçar, entender as minhas fraquezas e me cobrar menos, ainda que diariamente eu sinta o peso do mundo sobre meus ombros (E sim, é um exercício doloroso e difícil livrar-se dele).

Já fui a mãe inscrita no site sobre as etapas dos bebês e a mãe que comprou apenas um bolinho da Pepa impressa no papel arroz no aniversário de dois anos. Fui a mãe que deu papinha orgânica e a que ofereceu batata frita no jantar. Fui a mãe que acordou as 5:30h pra secar o uniforme escolar no ferro de passar e a mãe que esqueceu da apresentação na escola em homenagem as…mães. Já fui a mãe exausta que anda pela casa de sutiã de amamentação, olheiras e camisola e fui a mãe que deixou os filhos em casa e tomou mais de 3 caipirinhas num barzinho xexelento do Recife antigo.

Eu já fui tantas e sou ainda mais.

Eu sou a mãe que chora na frente dos filhos e explico o motivo, sou a mãe que anda pelada pela casa e deixo que eles observem minha anatomia pra quem tenham a real noção do feminino sem esterótipos, sou a que pede desculpas sem medo algum de perder a autoridade, sou a mãe que diz “se vira aí, que eu preciso descansar mais um pouco”, sou a mãe que faz conta com eles e pede pra que esperem até o dia 10. Sou a mãe que não gosta de brincar de espada, que detesta vídeo game e que faz “chantagenzinha” com um saco de pipoca. Eu sou a mãe que dorme literalmente no chão do quarto com uma almofada na cabeça se alguém tá tendo febre. Eu sou a mãe que beija o pescoço, a boquinha, os olhinhos, o pintinho, a bundinha, a barriga, as mãozinhas.

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E tenho sido feliz assim, com todos as imensas alegrias e um mundaréu de coisas difíceis.  Sou muito grata por tê-los em minha vida e aceito sem culpa o meu desejo de tê-los bem distantes em outros momentos, repito que está tudo bem não ter paciência tantas vezes, e que está tudo bem também sacrificar algo importante em nome da diversão e do bem estar deles vez ou outra. E que todas as experiências dessa relação sirva para nós três sermos amáveis, solidários e  uma família que se respeita, inclusive quando não formos tão bons, quando formos somente ser errantes e fracos.

É essa mãe que eu sou, que eu vejo e que eu respeito. E são homens honestos e sensíveis que eu espero que eles se tornem.

Torço para que nós três sejamos sempre uma bela imagem.

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Em 12.05.2017 - Por Gabi Kopko

Sobre as coisas que a maternidade te ensina mas seu currículo não conta

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Valorizar a maternidade como peça importante na construção da sua vida profissional não é tão lógico como deveria. Vem comigo nesse dia das mães pensar sobre isso.

A gente deveria  começar a  colocar no currículo a experiência que a maternidade traz para obrigar as pessoas a entenderem que, voluntariamente ou não, ter alguém te chamando de mãe envolve coisas diferentes, mas positivas para a vida profissional do que negativas. Envolve você mesma como pessoa única, com seus vários papéis, sonhos, expectativas, qualificação e ainda toda uma parte prática de administração de tempo e dinheiro.

Uma amiga com um cargo importante participou, junto com a equipe que faz parte, de um processo onde um orientador de carreiras (psicanalista especialista em desenvolvimento profissional e de equipe) estava disponível.  Para que conseguisse visualizar quais seriam os possíveis próximos capítulos, dentro da sua jornada profissional, ele e ela tiveram um longo processo de encontros e análise. O cara que não é um qualquer (e que a gente respeita) disse que faltava uma coisa para que ela crescesse profissionalmente ainda mais. Minha amiga deveria ser mãe para aprender a perder o controle.

Não vamos julgar aqui o que foi analisado detalhadamente e por que no contexto dela, um profissional altamente qualificado sugeriu isso. Obviamente, ela já tinha se manifestado sobre esse desejo e por essa razão, o assunto correu como uma indicação natural para ela, mas me chamou a atenção que valorizamos muito pouco esse papel especificamente como sendo realmente algo que pode acrescentar ainda mais profissionalismo para o que fazemos.  Raramente nos inspiramos na maternidade em si e pensamos em como ela mudou a nossa vida dentro do mundo corporativo.

Para algumas mães, a opção não foi ficar exclusivamente em casa disponível para a maternidade. Quem nunca desejou mais tempo com seus filhos que atire a primeira pedra! Só que o caminho, de ambas, é cheio de desafios.  E  nós que “trabalhamos fora” podemos decidir viver sentindo a falta desse tempo de presença com as crianças ou seguir destemidas entendendo a jornada própria e, sim, a escolha de passar boa parte do seu dia se dando a outras coisas com um objetivo. Ainda que ele seja apenas dinheiro na conta para um fim. Sobrevivência não é menos importante.

Só que a foto dos meus filhos na praia, na minha mesa, ao lado do meu computador no trabalho, me ajuda a respirar depois de uma intensa entrega mental e me lembra que sou quase uma versão mais baixa e sem poderes especiais de Jessica Jones, em algumas horas.  Preciso acordar no dia seguinte inteira apesar das porradas da vida.

O meu foco na foto é lembrar, não só de dar a eles todo amor do mundo, mas alimento, ensino de qualidade, assistência médica quando precisarem e a oportunidade de terem, por que não, oportunidades no futuro.

Se em uma entrevista de emprego me perguntassem sobre uma experiência prática que me ajudou a desenvolver pontos importantes para serem aplicados na minha vida profissional, contar como a palavra resiliência se aplica na minha rotina materna poderia ser exemplo. Apesar que ter filhos já foi motivo para não me contratarem, apesar do meu currículo. Para eles,  seria aquela pessoa que sempre teria muitos imprevistos no cotidiano e que, obviamente, deixariam a empresa na mão.

Só que a força da resiliência teve seu sentido mais forte e real após o parto e com tudo que veio até então, mas nunca saberão e nem sei se querem.

Mulheres, não estou dizendo que é essa a única forma de desenvolver habilidades. Estou dizendo que nem sempre a mãe reconhece sua força, seu valor e, sendo assim, é impossível convencer os outros e contribuir para que o mercado nos veja como alguém que pode oferecer algo a mais ao invés de algo a menos.

Por isso, nesse dia das mães, proponho que você, cara mãe leitora, como diz uma tia por aqui “te valorize”. Coloque no papel as habilidades que até um certificado te ajudou a aprender o que significavam, mas que a maternidade te tornou especialista, mestre ou doutora! A nossa lista pode até vir em tom de brincadeira, mas é um exercício que precisa mudar a gente por dentro, principalmente a forma como a gente se olha. Por nós!

E que essas habilidades estejam refletidas quando precisarmos para conquistar algo melhor. Que esteja tão afinado o que a gente pensa que eles consigam nos ler. Quem topa ?

Experiência

Desde 2008, venho desenvolvendo habilidades importantes para a vida profissional a partir da maternidade listadas a seguir:

Senso de urgência e habilidade para o gerenciamento de crises: Imagine ter que levantar a noite com um sinal mínimo de descontentamento que pode se desenvolver e acordar uma rua inteira. Agora imagina fazer isso de hora em hora! Trabalho e coordenação de equipe: Ou rola um revezamento das atividades para que todos possam desfrutar da vida ou alguém vai perder a sanidade mental em casa. Os meninos, com a idade, também passaram a fazer parte da equipe e por essa razão, a cada fase, um novo nível de atividade é superado e aperfeiçoado. Resiliência:  Uma mulher pode ser mãe, filha, tia, jornalista, fotógrafa, esposa, e ainda buscar por coisas novas como tentar ser escritora e especialista em mídias sociais. Tudo junto e misturado, mesmo que os papéis entrem em conflito constantemente e tendo que rever constantemente as mudanças no mundo que exigem adaptação em cada um dos papéis. Comprometimento e  Intraempreendedorismo: fui eu que fiz e tenho me desdobrado para cuidar da melhor maneira possível, diariamente, sendo criativa para “dibrar” a atual economia do país, mas com responsabilidade, investindo fortemente nos resultados futuros de caráter (que também serão os melhores dentro dos limites e além deles ). Comunicação: A casa nunca pegou fogo por uma razão.  Apesar de alguns contratempos, como uma parede toda riscada de caneta, um sofá banhado a óleo, e uma briga estranha na escola (E isso você lê o que rolou aqui – Sobre empatia e o batman). A mensagem tem sido aperfeiçoada constantemente para que cada vez mais tenhamos menos ruídos. Intermediadora em pequenos conflitos:  uma bola, dois gols e alguém precisa ser o juiz, às vezes.


Em 08.05.2017 - Por Ana Medeiros

Meu buffet e um hall de entrada

Após o post do “Antes” e de falar um pouquinho do meu sofá, voltei pra mostrar o buffet lindo da Aprimore Móveis que chegou por aqui. Agora vamos começar pra valer a decoração da sala de estar e vou mostrar tintim por tintim pra vocês, até porque um monte de gente bacana e empresas parcerias estão contribuindo pra essa salinha dos sonhos <3

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Sempre tive vontade de fazer um hall de entrada, algo que pudesse abrigar bolsa, casacos, chaves, sapatos. Também queria um móvel onde eu pudesse colocar um jarro de flores bem bonito pra quem chegasse, tipo a pessoa abre a porta e pá…flores! O cabideiro já abriga os primeiros itens, estou providenciando um caixotinho pra colocarmos os sapatos (Decretei que ninguém entra calçado aqui em casa. Primeiro porque esse meu piso branco só maximiza a minha neura de chão sujo e segundo que li um artigo desses que pipocam na nossa timeline falando das coisas escabrosas que trazemos pra casa na sola do sapato…no more), e o buffet caiu como uma luva nesse espaço, pelo tamanho e altura, já que temos esse janelão aí (Que ganhará uma persiana logo logo #ovidrotapodrenaorepara). Também servirá perfeitamente para que eu guarde as minhas quinhentas revistas de decoração (Ainda não estão aí, vou tentar separá-las por mês/ano).

Buffets são móveis super versáteis e cheios de utilidades né? E nostálgico, porque qual casa de vó não tem/tinha um buffet?

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Sinto que preciso investir em objetos de decoração, esculturas, quadro e outras itens, mas reuni umas coisinhas que não largo, não me desfaço (Como as minhas matrioskas) e temos aqui um buffet lindo e cheio de graça.

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Gostaram? Vocês ainda não viram nada, rs!

Na Aprimore você encontra buffets lindíssimos e com uma qualidade ótima, separei aqui outros modelos pra vocês conferirem, mas passa lá na loja pra conhecer outros modelos e enlouquecer com tantos móveis lindos (Admiradores do retrô, cliquem sem moderação, haha). Pra seguir a Aprimore nas redes sociais: FanpageInstagram. Eles enviam móveis para todo o Brasil, te dão uns desconto na primeira compra e ainda estão em promoção com peças até 50% off. Uhu.

buffets aprimore

 

 


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