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Em 12.05.2015 - Por Ana Medeiros

O lugar que eu sempre quis estar

IMG_20150510_125306 Lembro poucas coisas da minha primeira infância. Meus pais foram e são pais bem diferentes dos pais da maioria, e agora que sou mãe, vejo o quanto isso sempre foi confuso na minha cabecinha de criança. Esse post talvez esteja um pouco sem sentido, porque é difícil organizar os pensamentos quando nem os sentimentos conseguem ir cada um pro seu devido lugar, não é mesmo?

Só sei dizer que meus pais não foram pais convencionais, e acho que em algum momento da minha infância cansei dessa vida sem muito procedimentos e fui buscar um prumo, tinha 10 anos quando sai de casa pela primeira vez. Fui morar com vovó. Fiquei uns dois anos e voltei pra casa, acho que fui  tentar ter uma família normal mais uma vez, sem sucesso.

Experimentei morar em outra cidade com eles, mas daí constatei por a+b que as coisas jamais seriam da forma como eu gostaria, como era na casa da maioria das minhas amigas, e pra ser sincera lembro de pouquíssimos momentos felizes em família “convencional”. Todos erravam, mas a diferença é que ninguém errava tentando acertar, errava por errar mesmo. Meus pais não amadurecem, mesmo depois de duas filhas, eles nunca foram adultos o suficiente. E ponto. Nãos os culpo, mas esse é o meu diagnóstico.

O meu pai é um cara bacana, do bem, sei que posso contar em qualquer momento e situação. Me ensinou muito sobre humildade. A minha mãe deve ter uns 17 anos, com cabeça de 12, e sinceramente eu não sei o que sinto por ela, mas sou grata pela minha vida, se é que a gente deve mesmo agradecimentos por termos saído da barriga de alguém. Minha mãe precisa de uma dependência emocional que eu jamais poderei suprir, nem quero, mas desejo imensamente que ela seja a pessoa mais feliz do planeta terra.

Dizem que depois que nos tornamos pais fica mais fácil entenderemos os nossos pais, mas comigo aconteceu o inverso. Depois que tive o Vinícius e o Bernardo fica difícil entender como fui criada, amada e cuidada. E algo dentro de mim dói, entristece. Seria eu uma pessoa cheia de rancores? Talvez. Terapeutas deixem seus contatos nos comentários.

Mas antes de terminar esse post eu preciso deixar aqui todo o meu amor e gratidão a pessoa que mais me amou nessa vida. Do jeito que ela sabe amar: Com zelo e segurança.

Foi na casa da minha vó que eu sempre encontrei um lar, uma cama confortável, um pãozinho quente e uma palavra direta e certeira nos momentos que sempre precisei. Todas as vezes que cheguei com as minhas malas na porta da sua casa, ela com um beijinho na minha cabeça rápido (Ela não é muito de toques) disse: fique aqui porque essa casa também é sua, vou pegar uma toalha limpa pra que você tome um banho. Não chore Nana, aqui também é a sua casa

 Na verdade a sua casa foi o lugar que eu sempre quis estar, e isso me salvou tantas vezes, e explica tantas coisas. Obrigada Vó. Sinto falta de vez ou outra fugir para a nossa casa.


  • Camilla

    Em 12.May.2015

    Ai Ana, chorei. Não que isso seja difícil pra quem já é emotiva e está gravidinha, rs. Quero dizer que acompanho seu blog há pouco tempo, e apesar de estar adorando é a primeira vez que sinto essa necessidade de comentar, e de dizer que acho fantástico o carinho que você demonstra pela sua família, pela sua casa, e porque não dizer, pela vida.
    Parabéns pelo blog e obrigada por ser essa fofa. Um beijo!

    Responder

  • Lara

    Em 12.May.2015

    Lindo seu desabafo. E que bom que a vida te deu a oportunidade de fazer diferente com os pioios. Muito amor para vocês.

    Responder

  • Fernanda

    Em 12.May.2015

    Lindeza de sensibilidade!

    Responder

  • Winnee Louise

    Em 12.May.2015

    lindo, Ana. casa é aonde as pessoas que nos amamos estão. e ah, instalei os pés de palito no meu rack e agora tenho o rack mais lindo do mundo. obrigada! beijocas, Winnee.

    Responder

  • Diana

    Em 12.May.2015

    #temoscolo, toalha e pão quentinho! E traga os pioios que aqui é coração de mãe, cabem todos!

    Responder

  • Carolina Leal

    Em 12.May.2015

    Oi Ana, tudo bem?

    A história que li acima é super triste em partes, mas feliz em outra, te deu a oportunidade de conviver muito mais próximo da sua avó.

    Imagino que não seja a mesma coisa, pelo menos não foi o que sempre quis, mas mesmo assim conseguiu ter uma base de família que te mostrou como agir e como não agir agora que tem filhos.

    Um beijo e fica com Deus!

    Responder

  • vera barjona

    Em 12.May.2015

    Sério. Eu acompanho o seu blog há alguns anos. Nunca comentei em nenhum post. Não sou boa com palavras, eu acho. Mas, hoje, de verdade, vc me fez chorar e refletir sobre a vida. Assim como vc tocou o meu coração, com certeza, tocou o de outros milhares de leitores e, por isso, quero dizer que, embora, a sua família não seja convencional vc é maravilhosa e pelo que vejo agora tem uma família super convencional. Aliás, parabéns pela família. Vcs são d+ Bjins Verinha.

    Responder

  • Vanessa Janaina

    Em 12.May.2015

    Me identifiquei muito. Cada vez que leio um post seu fico mais fã. Tenho 29 anos e ainda estou nessa fase de “fugir” do desamor que sinto aqui em casa. Sou casada, também tenho dois pioios, e acabei de alugar uma casa pra fugir desse sentimento de abandono pelos meus pais. Nesse novo lar quero por em prática a minha paixão por reformas e decoração, é como se preenchesse o vazio que sinto. A minha idéia de lar é: sentar juntos na mesa no café, no almoço, e no jantar. Não tive isso aqui na casa dos meus pais, e como vc, sempre vi na casa dos outros. Meus filhos são muito amados, e quero fazer por eles o que eu gostaria que tivessem feito por mim. Ana, seu desabafo me emocionou muito. E saiba que me inspiro muito em vc. Não tive a casa da vovó, mas quero ser a vovó que sempre está de coração e portas abertas. Um beijo!

    Responder

  • Rocéli Rapini

    Em 12.May.2015

    Olá Ana Medeiros, tudo belezinha? Venho acompanhando seu blog pela newsletter e leio tudo que recebo, sempre! É inspirador o jeitinho leve e despretensioso com que você apresenta seu conteúdo e hoje, lendo o texto sobre sua avó, fiquei emocionada. Avós são parte do mundo encantado que construímos quando crianças e é desse mundo faz de conta (e muito real), que tiramos quem seremos na fase adulta. A minha avó que ficou mais tempo vivendo nesse mundão nosso de cada dia, se foi um mês e meio atrás e ainda não me acostumei com o vaziozinho chatinho que ficou. Mas, o melhor de tudo que fica são as lembranças e os aprendizados… as danadas nos dão lição de vida o tempo todo e nem notamos! Parabéns pelo blog e pelo texto, que com certeza, veio do coração. Um pacote enorme de boas energias para você e sua família e também para o “bloguénho”..rs!

    Responder

  • Adriana

    Em 12.May.2015

    Oi Ana! Achei corajoso seu comentário. Se tiver oportunidade vá conhecer um trabalho terapêutico sobre Constelações Familiares. É que além de designer eu sou também terapeuta, é meu lado B, cada vez mais A. Entendo todos teus sentimentos, mas acredite, por experiência própria, só consegui ser mãe verdadeiramente, quando me alinhei com aqueles de antes de mim, e aí tudo fez sentido, a dor se foi, o amor incondicional chegou, tanto pelos meus pais como pelos meus filhos e também por mim mesma, principalmente. Pelo conteúdo, você nem precisa publicar meu comentário, o fiz porque me solidarizei com a sua situação, e porque é a minha missão de vida. Boa sorte, muita luz para sua família atual e para os que vieram antes! Grande abraço, querida!

    Responder

    Fernanda responde:

    May 25th, 2015

    @Adriana, Adriana,

    Li seu comentário e achei tão interessante, queria conhecer um pouco mais sobre seu trabalho de terapeuta.

    Se puder me passe seu contato.

    Responder

  • Leticia

    Em 12.May.2015

    Nossa, Ana.

    Obrigada pelo único post de dia das mães que não foi pintado de cor-de-rosa. Eu também não cresci numa família-feliz e me chateia que nessas épocas todo mundo escreve como se o mundo fosse perfeito.

    Honestidade é lindo. Adorei ler e ver o beijão que a sua vó ganhou.

    Responder

  • Aline

    Em 12.May.2015

    Tem um cisco no meu olho…

    Responder

  • Carla

    Em 12.May.2015

    Ana, fiquei tocada com seu desabafo e declaração de amor à sua vó.
    Parabéns por usar sua história para construir um futuro diferente e dar aos seus filhos tudo aquilo que sentiu falta, e principalmente, por não ter se tornado uma pessoa amarga.
    Ja admirava vc… Agora ainda mais!
    Bjos

    Responder

  • Talita Kipgen Zenobio

    Em 12.May.2015

    Ai Ana, chorei… parece que estava lendo a minha história, ontem mesmo estava dizendo que não sinto saudade da minha infância… para minha mãe legal era matar aula, perder prova, pintar o cabelo de roxo… como eu desejava uma família normal… e como pra você, minha vózinha era meu porto seguro, na casa dela eu podia ser criança e não me preocupar em cuidar dos meus filhos, ops, pais…

    Responder

  • Dê Fabrão

    Em 12.May.2015

    Que bonito seu amor e gratidão pela sua linda avó. E parabéns pela coragem de partilhar também suas dores (é preciso coragem)… E com certeza ajudou a muitos…pois vc não parou aí … nas dores… mas tem feito uma história de família com muito amor.

    Responder

  • Renata

    Em 12.May.2015

    De vez em quando somos surpreendidos por sentimentos que ficam adormecidos e resolvem acordar do nada… a minha infância foi muito boa, apesar dos perrengues, porém tenho ótimas lembranças e saudades do tempo que a maior preocupação era com o quê iríamos brincar. De certa forma, a sua infância a influenciou para lhe tornar o ser que é hoje. Faça os sentimentos confusos adormecerem novamente e pense que se não fosse da forma que foi quando criança, talvez vc não tivesse se transformado no que é hoje.

    Responder

  • Ana Luiza

    Em 12.May.2015

    Me identifiquei demais, como é difícil ser criada assim, e assim como você, após ter minhas meninas, cada dia entendo menos a criação que recebi, você descreveu com precisão sentimentos que tenho pela minha mãe que não consigo admitir para mim mesma, obrigada por seu desabafo ♡

    Responder

  • Sílvia Helena

    Em 12.May.2015

    Sei o que é isso, Ana. Querer tanto algo e não ter.
    Até que um dia alguém me disse: se você não tem tudo que ama, ame tudo que tem.
    E foi por aí. Mas dói, principalmente quando você assiste a cenas lindas de família.
    Um abraço carinhoso,

    Responder

  • Iris

    Em 12.May.2015

    Chorei agora, sua vó lembra tanto a minha na fisionomia.

    Responder

  • Silvia Orchidea

    Em 12.May.2015

    Olá.
    Cada ser humano tem uma história de vida e dela deve tirar o máximo de proveito para o seu crescimento espiritual. São tantas as histórias…mas acredito que para estarmos bem devemos nos reconciliar com o passado.
    A sua avó foi o teu esteio na juventude. Os teus pais, uma lição a ser refletida e compreendida.
    O perdão, um sentimento que nos aquece.
    Esteje bem. Abraços

    Responder

  • janaina gevaerd

    Em 12.May.2015

    Olá Ana , sempre acompanho seu blog em primeiro lugar pelo nome haha incrivel como após ler este post a identificação explodiu aqui dentro de mim .Porque eu hoje com 26 anos mãe do Bernardo também tento incessantemente tornar o meu lar ‘a casa que minha vó queria’. Aaa Dona Gercina a avó perfeita pra mim , o sorriso mais sincero o cafuné na ponta das suas longas unhas rosa bebê , o cheiro do bolinho com café , nossa como faz falta toda essa avalanche de amor. Resolvi depois de mais de um ano acompanhando seu traballho pq realmente concordo em genero , numero e grau com cada virgula descrita no post acima.Sempre fui meio orfã de uma estrutura familiar ‘normal’ mesmo sabendo que meus pais me amam demais amor igual ao da minha vó creio que jamais encontrarei .. TERApeutas tbm estou aqui RSRS

    Responder

  • suelen cursino

    Em 12.May.2015

    Ter uma vó é ter uma segunda mãe, uma amiga, uma parceira excepcional.

    Eu tenho uma vó que eu admiro tanto por tudo que ela é , por tudo que representa pra mim e por tudo que fez pra me ajudar, pra me incentivar e pra me estimular.

    Hoje eu amo a oportunidade de deixar a minha vó falar o que ela quiser falar, repetir quantas vezes desejar a mesma notícia que ela assistiu no noticiário e registrar em minha mente cada traço do seu rosto, do seu olhar e do seu caminhar em minha mente.

    Eu amo a minha vó por tudo que ela falou para o meu bem, amo as atitudes que ela tomou para me ajudar ser quem eu sou hoje, amo o seu jeito de mostrar que ama quando faz o que esta ao seu alcance.

    A minha vó é uma super vó. Veja bem: É simples no ser e ter, o fato de termos opinião diferente em alguns momentos não quer dizer que não concordamos em boa parte.

    Eu amo minha vó por ter sido tão forte e ter vencido sozinha na vida. Como ela mesma diz: Venci pela misericórdia de Deus.

    E esta mesma misericórdia eu peço que ele tenha por mim pra tê-la ao seu lado por longos anos.

    Responder

  • Alessandra Ramos

    Em 12.May.2015

    Leticia tenho essa mesma sensação, não que deseje a exaltação das coisas ruins, mas desabafar é preciso, até mesmo pra nos ajudar a recompor!!

    Infelizmente pai e mãe erram, por inexperiência ou por descaso, e os filhos penam para viver o momento e não se deixar influenciar por estes erros!

    Inclusive essa dificuldade me levou pra terapia!!

    Responder

  • Aninha Guimarães

    Em 12.May.2015

    Oi Ana, já acompanho seu blog a bastante tempo, porém nunca fiz nenhum comentário por aqui, costumo sempre curtir e comentar suas fotos no instagram.
    Esse texto mexeu muito comigo, pois apesar de ter sempre minha mãe muito presente, a minha avó sempre teve um papel fundamental na minha vida.
    Era para a casa dela que eu sempre corria (e me mudava de mala e cuia) quando acontecia alguma coisa na minha casa, quando algo dava errado, quando meu irmão me dava uns tabefes e por aí vai. Na casa dela eu sempre me sentia acolhida… e como ela me defendia!
    Hoje minha vozinha não está mais aqui, mais só Deus sabe a falta que ela me faz… sinto seu cheiro, e suas lembranças ainda muito presente na minha vida. Confesso que chorei quando vi o vídeo da sua avô no instagram. Achei tão lindo! E só me fez lembrar cada vez mais da minha.

    Responder

  • Marcia

    Em 12.May.2015

    Que pena que não tive uma vó assim pra poder fugir da vida de pais que não deveriam ter tido filhos já que não se importariam com eles…

    Responder

  • Roselim Xavier

    Em 12.May.2015

    Sentimentos e pensamentos se arrumam melhor quando escrevemos… Vó linda Ana e texto corajoso de expor assim o que vai dentro. Tudo lindo como sempre por aqui!

    Responder

  • MAURICEIA

    Em 12.May.2015

    Nossa Ana,parece até que fui eu quem escrevi este post,tambem não consegui ter essa relação de comercial de margarina que vi tanta gente postando nas redes sociais,mas tive uma avó sensacional,hoje oito anos após sua partida tenho que fazer terapia pra lidar com luto mal resolvido pois ela era meu esteio ,vejo nitidamente ela em meus sonho ,abrço,beijo ,choro.Me emocionei com seu relato pois tenho tres pioios e duas são meninas tento tratá-las bem difrente de como fui tratada quando criança pois desejo tê-las me abraçando e beijando o tempo todo.Hoje tambem tento bastante me aproximar de minha mãe,mas é tão DIFICIL.Nossos parentes dizem que eu tenho trinta anos e minha mãe quinze .Mas façamos todos os dias a oração do perdão pra aceitar aquilo que não podemos mudar.Beijos pra voce e beijocas nos pioios.

    Responder

  • Fabiana

    Em 12.May.2015

    Q vó mais bonitinha … “Vó é mãe com açúcar” !

    Responder

  • nataly fagundes

    Em 12.May.2015

    Engraçado parece que fui eu quem escrevi, tudo exatamente igual. Tanto em relação ao pai, quanto em relação a mãe, mas principalmente a vó, o melhor ser humano que já conheci na vida. Chorei muito aqui! E parabéns pelo blog, já acompanho quase dois anos. Beijos de luz!

    Responder

  • Carolina Silva

    Em 12.May.2015

    Só agora li seu post (lindo e sincero ) E me identifiquei na parte de não me entender muito com a minha mãe. Chorei.

    Responder

  • Kelli

    Em 12.May.2015

    Sinceramente eu te entendo, e te parabenizo por ser forte! Adoro seu blog! Acompanho tudo. Saúde, força e sucesso pra você!

    Responder

  • marcia furlaneto

    Em 12.May.2015

    Oi Ana….que linda e transparente a sua história….leio seu blog quase que diariamente,e já tinha percebido algo…pois no seu perfil vc escreve que é neta da Dona Edite e não fala na da de seus pais…o nome do blog já revela sobre vc…a casa…minha avó queria….quando vc escreveu este post falando dela….chorei…vontade de te dar um abraço….mas,graças a Deus que apesar de vc não ter vindo de uma família perfeita,Deus te deu a oportunidade de ter a sua própria família…que aliás….linda!!!obrigada por compartilhar conosco,pessoas desconhecidas,mas tão virtualmente íntimas,um pouco da sua vida!bjs

    Responder

  • Edson Roberto da Silva

    Em 12.May.2015

    Olá Ana e família !

    Essas coisas me emocionam muito, e muito mesmo, não é porque sou homem que não posso chorar, e choro muito, não tenho vergonha de falar, e é com muitas lágrimas nos olhos que estou digitando estas linhas.
    Tive meus avós e avôs por parte de mãe e pai, meu avô por parte de mãe está com 94 anos, os outros já se foram.
    Não tive como me despedir deles e nem do meu pai, perdi meu pai aos 21 anos, hoje tenho 45 anos e tenho um filho de 13 anos, um bom garoto e muito inteligente, nosso orgulho, pelo qual fazemos tudo o que é possível.
    Esquecer dos que se foram, nunca ! Segue a vida com seus ensinamentos, mesmo que num país injusto.
    Quando iniciei o processo de compra da minha casa, comecei a me interessar por estas coisas de decoração e reforma, e assim conheci o seu blog, e que tenho acompanhado sem fazer comentários, mas não poderia deixar de fazer neste.
    Eu mesmo reformei toda a casa, total reformulação do banheiro com direito a banheira de hidromassagem, cozinha, sala, quartos, corredor, etc.
    Eu só queria deixar os parabéns pelo o que vocês são e desejar uma bela vida, mas acabei escrevendo demais, a emoção sempre provoca isto nas pessoas.
    Continuem sempre assim !
    Felicidades !

    Edson.

    Responder

  • Flavia

    Em 12.May.2015

    Chorei aqui, Aninha. A vida é uma merda esquisita, né… Eu queria te abraçar agora!
    Abração de urso, Aninha.

    Responder

  • eliane

    Em 12.May.2015

    Pra que fui ler esse post? Como segurar as lágrimas, aqui no trabalho? Amei sua sinceridade e sua vontade de usar essa situação para agir melhor com seus filhos lindos. Que Deus ilumine sua vida, um beijo.

    Responder

  • luciana

    Em 12.May.2015

    Ana, quando você conta algo sobre sua infância, acabo escrevendo aqui porque também guardo lembranças difíceis deste período. Não sei se vai ajudar, mas descobri há pouco tempo que minha mãe, que hoje tem 80 anos, sofreu de transtorno bipolar durante a vida toda. Depois do diagnóstico do médico, ela começou a ser tratada e se tornou outra pessoa.Isso me ajudou a entender porque meus pais eram tão infelizes e eu sofria tanto. As marcas deste período não se apagarão, mas aliviaram a mágoa que guardava comigo.
    Um beijo no seu coração, querida.
    Lu

    Responder

  • Dete

    Em 12.May.2015

    Li com muito carinho o seu desabafo. Lendo, percebi que somos frutos não só, genéticos e biológicos, de nossos pais, mas tb e principalmente, de seus erros, de suas carências e ansiedades…Sei disso pq me sinto reproduzindo as mesmas carências e os mesmos sentimentos de minha mãe, temos que buscar nisso um grau superior de aprendizagem e ir ao longo da vida melhorando, aprendendo mais e amando nossos pais, apenas pelo simples fato de termos nascidos deles. Desejo que você consiga olhar seus pais com olhos de perdão, e de compreensão, tb fui assim, imatura como mãe, hoje cresci, mas deixei carências nos meus filhos, que procuro preencher no presente: nunca é tarde! bjs!

    Responder

 

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