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Em 30.01.2017 - Por Ana Medeiros

Em tempos de crise: Vale a pena o Faça Você Mesmo?

A prática do “Faça você mesmo” no Brasil é recente, tem ganhado força agora no século XXI, e cada dia mais ganha adeptos de várias áreas. É possível aprendermos a fazer desde uma torta sofisticada, para um jantar especial, até uma luminária charmosa com potes de vidros reaproveitados.

Os professores são pessoas comuns, como o publicitário que descobriu habilidades na marcenaria, a oftalmologista que adora cuidar de plantas, a professora de literatura que aprendeu a construir um sofá gastando menos de R$100,00. Em geral pessoas que descobriram formas de fazer uma série de coisas, de uma maneira mais acessível, e que compartilham seus aprendizados com a comunidade online.

O DIY (Do It Yourself) termo em inglês, para a prática do faça você mesmo, e já bem popularizado no mundo inteiro (Principalmente após a década de 70), ainda abraça outros ideais, como: Sustentabilidade, exclusividade, autoestima, valor afetivo, economia criativa, integração e a democratização de acesso aos bens. Na verdade, são inúmeros os motivos que impulsionam os amantes do “mão na massa”, mas o efeito maior em todos eles parece ser mesmo o prazer de fazer algo que necessita de forma autônoma.

Se focarmos na parte econômica, a primeira ideia é de que sim, estaremos poupando a partir do momento que produzimos o que queremos consumir, ainda mais se pensarmos na quantidade de impostos que pagamos no Brasil, sobre qualquer produto, e a escassez de prestadores de serviços.

Eu me lembro bem o quanto foi frustrante quando fiquei semanas procurando um profissional pra instalar o meu papel de parede em uma antiga casa, quando achei o rapaz cobrou uma nota por hora trabalhada e acabei desistindo, já que tinha ficado mais caro do que o próprio papel de parede. Qual a solução encontrada na época? “Sabe de uma coisa? Vamos buscar tutoriais na internet e nós mesmos vamos colocá-lo”.

Depois disso a empolgação cresceu e até hoje não consigo parar de produzir coisas para minha casa e sempre tento consertar outras, aqui alguns exemplos na prática:

Como fazer uma mesinha com pés de ferro que viraram uma tendência no mundo todo:

mesinha pe de ferro  Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Como fazer uma luminária com potes de vidro:

passo a passo  Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Como fazer um porta-correspondência:

como fazer um porta correspondencia  Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Como pintar um móvel de madeira:

como pintar um movel de madeira Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Dicas e truques pra usar uma furadeira:

como usar a furadeira Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Como limpar sozinho o seu ar-condicionado:

como limpar seu arcondincionado Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Dicas para uma pintura perfeita:

luminaria pendente com potes de vidro Pra ver o passo a passo, clique na foto.

Porém também é preciso ter cuidado com as armadilhas que um projeto eleito pra ser feito durante o fim de semana pode te trazer. Repito, se o foco for mesmo poupar o seu rico dinheirinho, cuidado! Muitas vezes uma ferramenta que você vai precisar pra construir algo pode ser mais caro do que o próprio objeto já pronto e disponível no mercado (Talvez não com o mesmo charme, nem muito menos com o mesmo valor, e daí a gente já pode entrar em outra discussão sobre como de fato algo se torna valioso pra você. Deixemos esse debate para um próximo encontro, rs). 

De toda maneira, estude bem o processo, os custos que terá com ele, o tempo gasto, como ele se tornará funcional e também o que você espera do resultado final. Outro ponto a ser levado em consideração é a vida útil do objeto, e posso te dizer que até nisso essa nova cultura nos faz poupar: É muito difícil que queiramos nos livrar tão cedo de algo que criamos e executamos, ou seja, o descarte é menor. E daí voltamos também pra questão da sustentabilidade. É um ciclo delicioso e viciante.

Pense direitinho, o quanto o artesanal, o exclusivo, o que foge do “produzido em série” vem se propagando até mesmo em grandes indústrias. Porém duas grandes diferenças são observadas: A primeira dela é que o produto acaba ficando muito mais caro. Se somente você e mais 30 pessoas no mundo possuem um peça produzida por uma grande empresa, ela custou muito dinheiro. O segundo ponto é que provavelmente você jamais fará parte desse processo de produção, não existe uma participação afetiva em nenhum momento, quase um contraponto ao que é feito pelos adeptos dos trabalhos manuais de forma mais íntima, caseira e cheias de experiências e processos únicos.

Provavelmente em um primeiro contato ou antes mesmo de você começar a pintar suas paredes, fazer a sua própria cerveja, construir uma mesinha pro seu escritório ou fazer a tubulação de gás da sua casa, as coisas possam se apresentar um pouco difíceis ou arcaicas, já que fomos ensinados dentro de um sistema de compra e venda, de status, de exploração, onde o “adquirir” é sinônimo de progresso pessoal. Mas estando mais atento, é possível notarmos o caráter revolucionário do movimento, e de como ele pode impactar não só a forma de consumo e a economia doméstica, como também às relações pessoais.

Falando em economia doméstica, também vivemos um momento bem apropriado para trazer essa discussão para as nossas casas, ensinarmos aos nossos pequenos a importância não só de como gastamos o nosso dinheiro, como também a melhor forma de administrá-lo, e pra isso, podemos contar com o Finanças Práticas, um site incrível que traz um programa de educação financeira, sem fins lucrativos, que pode te ajudar não só a economizar, como também a planejar seus gastos com esses projetinhos DIY e muitos outros que você tenha em mente para o fim desse ano e em 2017, o programa pode te ajudar até nas orientações para a compra de uma casa nova. O site oferece uma série de ferramentas que incluem calculadoras, planilhas variadas, jogos interativos e cartilhas.

No mais, fico aqui na torcida pra que, logo logo, possamos todos virarmos artesãos, fazedores de coisas, inventores de soluções, criativos em potencial, entusiastas do “Faça Você Mesmo” e que essa descoberta de nossas habilidades e de nossa capacidade em aprendermos nos leve de forma ousada, para quem sabe, uma nova revolução industrial, como costumam acreditar os mais ousados e otimistas.

 

Finanças Práticas

 www.financaspraticas.com.br

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  • Sabrina Mix

    Em 30.Jan.2017

    Anoca, você é minha musa DIY do Brasil inteiro.

    Adoro suas “invencionices”!

    Beijos e sucesso!!!

    Responder

  • Marcela

    Em 30.Jan.2017

    olá!! Ajuda a ter uma ideia de artesanato com vidrinhos de vacina, tenho tanto e não consigo pensar em nada.

    Responder

  • Leituras da semana | Frugalidades

    Em 30.Jan.2017

    [...] ♥ A cultura do “faça você mesmo” e o minimalismo [...]

 

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