Categoria: 'No particular'

2 de May de 2012

A nossa sala ganhando forma…

por Ana Medeiros 21 Comments

Semana passada nossos móveis finalmente chegaram, animação master nessa casa. Tudo ficou exatamente como a gente queria, e o trabalho do marceneiro foi de primeira, admirável.

Depois de colocar tudo no lugar (hoje mostro a sala e depois vou postando o resto da casa ta?), desembalamos os nossos quadros e outros objetos pessoais e demos um grau na casa.Obvio que ainda faltam muitas coisas, queremos comprar uns objetos regionais e misturar com outros mais “pop” pra ficar um contraste legal e jovem.

Pretendemos colocar umas letras em mdf coloridas entre o quadro de azulejos e os pôsteres, acima da TV. Na outra parede, ao lado da porta, vou colocar um outro pôster lindo que ganhei do pessoal do Leite-com. O tapete colorido também veio pra Pernambuco, mandei lavar e estou esperando por ele.  Na parede acima do sofá de dois lugares (esse da 2° foto) que ainda está sem as almofadas, encosto, etc, colocaremos uns nichos grandes que vimos numa revista (também faremos sob encomenda).

Do outro lado da porta de entrada (3° foto) colocamos esse aparador que ainda tá sem nada, só com os livros do Vinico e a bagunça que ele fez,rs. O nosso quadro “polêmico” e o cabideiro, ficarão ai mesmo.

Bem, depois que tiver tudo prontinho, faço um novo vídeo mostrando mais detalhes. Mas que evolução heim?

Agora já consigo me sentir em casa.

21 de April de 2012

Uma espiadinha nos móveis da nossa casa

por Ana Medeiros 29 Comments

Não aguentando mais esperar, fui lá fazer uma visitinha aos meus móveis, rs. Apesar de quase todos já estarem prontos, faltam os acabamentos finais, e ainda estou aqui me virando sem quase nada em casa, do jeitinho que vocês viram no vídeo.

Aqui na cidade tudo é feito manualmente pelos marceneiros locais, ou seja, não existem máquinas enormes, produções em grande escala e mil funcionários nas marcenarias. Geralmente as pessoas fazem as encomendas nas lojas do polo moveleiro, trazendo o modelo do que querem ou escolhendo pelo catálogo deles. Poucos produtos são expostos nas lojas, então não existem muita variedades para pronta entrega, e como a demanda é boa, já que a cidade é conhecida pelo móveis que fabrica, rola mesmo uma espera básica.

Sim, eu poderia ter escolhido mil móveis com pé palito, que amo de paixão(hahahaha), mas na “Hora H”, preferi tudo reto, básico e simples. Pensei no seguinte: Vou deixar tudo basicão nos móveis maiores, e vou mandando fazer os móveis menores (mesinhas de canto, movelzinho do hall de entrada, cristaleira que é meu sonho, criado mudo, etc) com um design mais legal, coloridos e cheios de firulas.Concordam?

Aqui nas fotos temos o rack, o conjunto de sofá, as cadeiras do escritório, um movelzinho pequeno que também vou colocar no Estúdio Cereja , cômoda e aparador. Tudo que deu pra fotografar lá na marcenaria =)

Ah, os móveis aqui são produzidos com uma madeira chamada “Angelim Pedra“, não entendo muito bem de madeira, mas meu pai tem móveis intactos há 20 anos, e como não pretendemos trocá-los nem tão cedo…Tem valido o investimento, sem contar que os preços são bem em conta.

Minha amiga de infância, e proprietária da Gravatá Móveis, que tem quebrado o MAIOR ganho de todos os tempos!

4 de April de 2012

A nova casa – parte 2

por Ana Medeiros 71 Comments

Mostrada a casa por fora, vamos conhecer o cafofo por dentro.

Ainda estamos nos virando com quase nada. Encomendamos os nossos móveis na loja de uma amiga mega querida (Gravatá Móveis) e receberemos daqui a umas duas semanas. É bom que vocês vejam a casinha crua assim mesmo, pra depois acompanharem as transformações.

Gente, não sei fazer super produções, vídeo mega caseiro feito as 8 da manhã e sem maquiagem, com todo o meu sotaque leando de volta, menino chorando querendo descer a escada, enfim, uma presepada =)

3 de April de 2012

A nova casa – parte 1

por Ana Medeiros 45 Comments

Uma coisa é certa: A decisão de nos mudarmos para o nordeste foi tomada totalmente pelo coração. Claro que eu queria ficar perto da minha família, mas largar uma vida “estável”, ainda mais depois de ter tido um filho, foi um pouco difícil. Deixar tudo que construímos materialmente pra trás, mesmo sendo somente uns móveis casas bahia (haha), doeu, a gente se apega. Os amigos então…viche! Tem dias que vejo fotos e choro de saudades trancada dentro do banheiro,rs.

Como assistimos muitas reprises de “Lua de Cristal”, nos apegamos em nossos sonhos, e estamos aqui: Lindos e cheios de esperança =) “Nós somos invencíveis, pode crer. Juntos somos um. E juntos não existe mal nenhum”, hahaha. (Quem nunca se emocionou escutando essa música? Ah, pára!).

Enxugue as lágrimas e vamos aos fatos:

Tínhamos a ideia de morar numa casa espaçosa, com quintal. Chegando aqui em Gravatá City, cadê casa pra alugar? Passamos duas semanas andando por toda a cidade, visitando corretoras e pedindo a mobilização da população nessa difícil missão. Quando encontrávamos, as casas eram em condomínios e os preços altíssimos.Também achamos umas mais baratas, mas bem deterioradas, e não estávamos dispostos a colocarmos a nossa cereja no bolo de ninguém, tendo trabalho e gastando dinheiro. Outra coisa importante: A proprietária da casa tinha que ter saúde mental, porque de gente maluca e complexada, a cota já tinha sido preenchida com a antiga dona do ap do Rio #vaiderésatanás.

Eis que meu pai fala ” Ana, falei com um corretor amigo e ele disse que tem uma casa aqui perto, acabou de ser construída, só tem um problema (que não é de fato um problema, só que meu pai me conhece): A casa é de primeiro andar (ou segundo andar, pra quem mora no sudeste). A dona quer alugar a casa principal de cima, e a de baixo menorzinha, ela ocupará nos finais de semana”. Entortei a boca, porque morar em cima, casa dupla, gente embaixo, sem meu quintal, estava fora de cogitação.

Passou mais uma semana e nada! Daí resolvi fazer uma visita a tal casa e para minha surpresa, amei, paguei a língua e escutei “Ta vendo D. Ana como você é precipitada? Chupa essa”.

As casas são bem independentes, cada um com seu portão, muro separando e privacidade. Como durante a semana a casa do térreo nunca fica ocupada, então também não temos maiores problemas com barulho. Temos um espaço legal pra garagem e pro churrasco. Reclamar do quê? De nada.

Ainda não é a casa dos sonhos, confesso que queria morar numa casa com cara de interior. Mas estava difícil encontrar, nós precisávamos voltar a nossa rotina e estava muito ruim ficar nas casas dos parentes pra lá e pra cá com o Vinico. Sem contar que o preço foi bem justo, numa rua silenciosa e tranquila, perto da casa do meu pai e com três quartos, para atender todas as necessidades, já que continuarei trabalhando em casa.

Bem, daqui a pouco conto mais. Gravei um vídeo hoje de manhã, mostrando a casa por dentro. Não vou sumir mais não, agora o blog voltou com tudo.

13 de March de 2012

Minhas meninas

por Ana Medeiros 24 Comments

Olha se os nossos vestidos não tem o mesmo modelo e diz se eu não sou a cara dela (com chronos,rs)

Semana passada fui visitar minhas velhinhas, D. Edite e Mila. Vovó vocês já conhecem, mas Miloca (apelido do apelido) é a minha tia avó. Elas viveram juntas toda vida: Enquanto a mais velha casou e teve quatro filhos, a mais nova ficou pro caritó, como ela mesmo diz (rs), permaneceram unidas mesmo depois que a minha vó casou com vovô.

Acho que nunca contei a história de D. Edite…

Ela nasceu em Alagoas e foi morar no sertão de Pernambuco ainda criança. Perdeu o pai logo cedo, mas foi criada pelo melhor padrasto desse mundo. Minha bisa era um doce de pessoa, mas tinha seu lado brucutu (que no meu dicionário quer dizer “turrona”).

D. Edite aprendeu a costurar muito cedo, foi alfabetizada e gostava de ler como ninguém. Logo arrumou um emprego na alfaiataria local e começou a ajudar no orçamento familiar. Na verdade ela nasceu um pouco velha, como eu. Entre tantas histórias, conta, que um dia brincando na frente de casa, ouviu os pais falando baixinho na varanda sobre as dificuldades financeiras da família e fingiu que iria ao banheiro só pra escutar o resto da história Depois desse dia, jurou que ajudaria de alguma forma, e passado alguns anos, resolveu ir trabalhar na capital para mandar dinheiro para a família.

Sempre foi uma mulher corajosa, sair do sertão para a capital nos anos 40 não era coisa de mulher direita, mas quem se importa com a opinião dos outros quando se tem determinação, paz no coração e um objetivo maior? Depois de poucos meses, Miloca também já estava em Recife, e as duas começaram a trabalhar nas confecções da cidade grande.

Bem, é só um breve relato de uma neta coruja.

Quem acompanha o blog pelo Facebook, me viu falando sobre a saúde da minha menina. Ela foi diagnosticada com Alzheimer e passou por muitos perrengues nos últimos meses. Mas pense ai em alguém que sempre surpreende… Ará, minha vó é dessas!

Cheguei e ela estava ótima! Nos reconheceu de primeira, sorriu, conversou e brincou com o Vínico.

Melhor momento do dia <3

"Miloca olha para a câmera pra gente tirar foto" "Mas de jeeeeito nenhum" #timida

"Socorro, paparazzooo"

Amores =)

Próximo capítulo: Achamos e já alugamos a nossa nova casa, linda, espaçosa, iluminada e ventilada…Pegaremos as chaves amanhã. Vou fotografar tudo e mostro pra vocês logo mais. Obrigada mais uma vez pela torcida e pela força \o/ Uhuu!

Logo A Casa Que Minha Vó Queria

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