Categoria: 'No particular'

20 de fevereiro de 2012

Diário da Mudança: Caixas, expectativas e nostalgia

por Ana Medeiros 10 Comentários

Hoje começamos a encaixotar os livros, quadros e objetos pessoais, folia de caixas e mais caixas em pleno carnaval, rs. Decidimos que não levaremos os móveis mesmo, transporte caro demais e muitas de nossas coisas já estavam mesmo pedindo um arrego. Doamos algumas coisas para os familiares e amigos próximos, achei que foi uma boa decisão.

E a quantidade de coisa que a gente acumula sem necessidade? Destralhei a casa e no final do dia tive aquela mesma sensação de quando fazemos as unhas dos pés: Alívio.

Agora são os últimos dias na cidade maravilhosa e parece que a ficha não caiu, tão estranho isso. Misto de expectativa com nostalgia, sabores que toda mudança traz.

Vou fazendo esses posts falando de como estão as coisas no dia a dia, e sempre que possível, fazendo outros posts decentes, combinado?

E muito, muito, muito obrigada por todas as palavras de incentivo, por toda a torcida de vocês. Vez ou outra, quando bate aquele “medinho”, venho nos comentários e vejo tantos recados queridos, que não tem como não acreditar que todas as mudanças serão positivas =)

Simbora…

ai ai ai, me tirem do meio dessa bagunça...

9 de fevereiro de 2012

Minnie,Woody e Wando.

por Ana Medeiros 27 Comentários

Ela geralmente beija e abraça. Ele se esquiva e limpa a bochecha.

Ela gosta de frutas e come uma bandeja inteira de morango. Ele só toma o suco.

Ela fala sem parar, completa frases imensas. Ele resume tudo em uma palavra.

Ela não tem paciência para quebra cabeça. Ele monta peça por peça.

Ela dorme cedo e acorda cedo. Ele dorme tarde e acorda tarde.

Ela tem medo do tubarão do Nemo. Ele adora e ainda imita a boca do bicho.

Ela morde de vez em quando uns amigos, menos Ele. 

Ele adora todas as amigas, mas Ela, ele ama.

Ela olha a foto dele e diz “Tão lindinho o Vini” . Ele tem medo de fogos e pede pra ir pra casa da “Lhalha”.

Ela é a Minnie. Ele é o Woody.

Ela é presente com laço de fita rosa e marrom. Ele é um embrulhinho de papel de seda.

Eles foram encontro, e agora, são família.

 

E como babo muito nela e curto muito essa música do Wando, escuta só:

4 de fevereiro de 2012

A gente se entrega, se joga.

por Ana Medeiros 71 Comentários

São quase seis anos longe da minha cidade natal.Resolvi criar asas impulsionada por uma paixão que não me deixava mais pensar e fazer nada, além de querer o ser amado. Coisa de gente jovem, coisa de gente que se entrega e não tem muito medo de se arrepender.

É verdade, me jogo, não consigo medir consequências, e apesar de tentar convencer-me ser uma pessoa pessimista, posso afirmar que para coisas grandes, só consigo pensar no melhor, e por isso nunca tive medo de mudar. Mudar quem sou, mudar meus planos, mudar o rumo das coisas. Não é tudo isso que uma mudança de cidade pode me oferecer? Foi assim em 2006, será assim em 2012. Estou voltando.

Meu pai sempre insistiu para que fossemos morar lá em PE, e minha mãe também gosta muito da ideia, apesar do apego pai e filha ser bem mais forte (papis tão dependente emocional,rs). Até então, eu sempre relutava um pouco, pensava com meus botões “Como assim? Não iremos trocar uma vida estável e tranquila, por algo sem garantia”. A gente se prende a cada bobagem…

Só que eu me casei com um cara muito parecido comigo, que também se joga e acredita que a gente precisa de muito pouco pra ser feliz. No meio de uma conversa na madrugada, chegamos a conclusão que essa vida que temos hoje, ainda não é o que acreditamos ser o melhor onde podemos chegar, que o caminho ainda não é esse, e que as desculpas não nos servem mais. Então vamos arrumar as malas e voltar para o ponto de partida? Ok.

Nessas últimas semanas aqui no Rio, tenho ficado um pouco sentimental. Deixar o apartamento, mesmo que alugado, ainda me dói um pouco. Foi nesse corredor que vi meu bebê dando os primeiros passinhos. Foi com tanto carinho que fui colocando cada quadro na parede. E a cozinha tão odiada que consegui deixar com a minha cara? A parede que pintei da mesma cor da almofada do sofá? Como a gente se apega a um lugar e as nossas coisas. E deixar pra trás, é ruim, mesmo sabendo que iremos começar tudo de novo, mesmo o marido me convencendo que sentiremos aquele cheirinho de coisas novas pela casa, dentro de uma novo lar, com novas histórias. Despedida sempre é difícil.

Agora um resumão: Leo é carioca, eu sou a justiceira de Olinda (que corto o pinto dele, caso desconfie de algo. Viram a minissérie? Hum!). Nos apaixonamos, fomos morar em SP (por causa do trabalho dele) e depois de dois anos e meio ele foi transferido aqui pro Rio. Cheguei grávida e tive o Vinico. Coincidentemente a empresa que ele trabalha abrirá uma franquia lá em Recife esse ano (o que seria indiferente, iríamos de todo jeito) e também iremos continuar tocando o Estúdio Cereja, com planos muito maiores (não estamos indo virar hippies, apesar de achar que eles tenham uma vida super interessante). Não vamos levar as nossas coisas, iremos vender móveis e eletros (obrigada meninas do facebook), ou seja, em breve vou fazer um bota fora por aqui, pessoas do Rio que estejam interessadas em comprar coisas a um precinho-inho, fiquem de olho.

E é isso. Sinto que somos amigos, e que eu precisava te situar dos últimos acontecimentos. Estou enrolada, precisando responder muitos emails lindos que tenho recebido e atualizar o blog com mais frequência, tentarei fazer nos próximos dias. Estaremos nos mudando no final do mês e passarei um tempo na casa do minha irmã até encontrar um lugar pra morar. Me animo com a ideia de ter um quintal, quero casa. Quero morar no interior, quero queijo coalho quentinho no café da manhã, quero namorar na praça e escutar o Vinico gritando “Mainhaaaa”. É por ai que a vida vai fazer mais sentido.

22 de janeiro de 2012

Muitas coisas….

por Ana Medeiros 17 Comentários

Semana passada foi meu aniversário, e eu nunca liguei muito pra essa coisa de comemorar a minha data…Agora venho com um papo clichê: Quando nos tornamos mães as coisas mudam, se mudam. Sinto que tenho que agradecer mais um ano ao lado dele, a agora não pode faltar uma velinha, ele adora apagá-la e ainda grita um “êêê mamain”. E meus convidados? Bem,veja com seus próprios olhos, rs.

Tenho andando bem ausente por aqui e ai você pensa “Lá vem o outro assunto clichê da falta de tempo”, melhor então ficar caladinha né? Rsrs. Trabalhando muito com a lojinha, muitas expectativas com a mudança para PE e tantas outras prioridades, que me impedem postar com mais frequência (Ui, falei!).

Mudando um pouquinho de assunto…Duas pessoas nessa vida me fazem virar tiete, fã apaixonada: Cauã e Cristiane Lisbôa. Pois é, só por eles sou capaz de pedir foto, autógrafo e amor eterno. E como a vida sempre reserva surpresas boas, certo dia recebi um email bacana da minha ídola, falando que encontrou meu blog quando procurava uma solução para algo na decoração de sua casa, e deu de cara com um post antigo onde eu falava de um dos seus livros que tinha lido. Já me considero amiga e importante por isso.

Agora em janeiro a Cris lançou mais um livro, “continuação” do anterior, mas isso nem importa se você quiser começar pelo atual. E como esse blog  fala tanto de amor, fica aqui só um pouquinho do “Duas pessoas são muitas coisas”:

“O amor não diz. Nem por dentro. Não diz. O amor ensaboa a alma, faz arder, cospe fogo em cima das feridas outrora abertas por ele mesmo. Amor não é calmo, gosta de andar a cavalo, acha lindas as palavras açucena, mel e gota. O amor gosta de mulheres que se chamam Adélia e ri bastante quando chove. O amor dorme pouco, beija muito, bebe café, gim, cachaça de boteco. O amor é sem respeito, não teve educação e, dizem, nem mãe. O amor enreda os cabelos, sopra areia nos olhos. O amor ri dos delicados, faz chacota de Deus e nunca encontrou a palavra limite. O amor lava a honra com sangue e come com as mãos. O amor não comunica, mas manda cartas. Ás vezes. O amor deixa rastros, estrias, descampados e abre precipícios com foice. Ou colher. O amor tem mais vento do que fogo. E , como já disse alguém, água o amor não é”.

O livro é curtinho, gostoso e li em uma horinha. O que fica em você depois da leitura são muitas coisas.

Fica a dica, pra decorar a alma e ainda fazer um reforminha no coração.

Beijos,

Ana – quase 30.

11 de janeiro de 2012

Um pouco do meu reino…

por Ana Medeiros 46 Comentários

A gente sempre acha que falta alguma coisa e sempre falta mesmo, mas como venho mostrando por partes aqui no blog a minha sala, resolvi que iria mostrá-la do jeito que é na real, que pra mim já tá linda de viver do jeito é, e o mais importante, muito a cara de quem vive nela (Eu, Leo e Vinico).

Iremos levantar acampamento em breve, sairemos do apartamento e do Rio, pois é, finalmente voltarei para a terrinha. Estamos muito animados com essa boa nova, será um ano de mudanças, desafios e mais…de novas decorações (Já pensou na quantidade de posts que virá por ai? Toda a minha saga?). Outra coisa que me deixa super feliz é que estamos procurando agora uma casa, nada mais de apertamentos, ufa!

Aqui é tudo muito colorido, quem acompanha o blog já sabe que não tenho muito medo de exagerar, adoro abrir a porta e me deparar com todo esse arco íris, me inspira a viver (Oi? Tô poética?).

Agora deixa eu pontuar umas coisinhas: Sempre uso algo pra cobrir o sofá. Burramente comprei um sofá de tecido claro, e qualquer digital deixa-o sujo.  As pinturas dos quadros feitas na parede, de um lado o marido lambendo minha cara (Quéquitem? Sou gostosa) e o outro acima do sofá, onde temos um retrato do Vinico, foram feitos pelo Leo, que no momento não aceita encomendas. Todos os outros quadrinhos são lá da lojinha. A nossa estante de livros foi dividida em duas partes: As prateleiras de cima com os livros da gente, e as duas de baixo, com a biblioteca e brinquedos do filhote, quem tem criança em casa sabe como é. E por fim, a minha mesa de jantar que ainda não tem as cadeiras oficiais, o cara da loja fez uma burrice na hora da venda e eu fiquei orfã, como vamos nos mudar agora para a cidade dos móveis, obviamente vou  deixar pra comprar lá.

É isso meu povo, as fotos estão em galeria porque estou com pavor de post gigante, sem contar que o blog anda instável esses dias. Espero que gostem do meu cafofo.

(clique nas fotos para ver em tamanho maior)

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